FotoMochileiros

Rishikesh, Índia

0

Rishikesh, capital mundial do yoga.
Tornou-se muito popular nos fim dos anos 60, quando os Beatles abrigaram-se aqui e, após algumas semanas, retornaram para a Inglaterra com nada menos que o White Album.
Quem não quer ter uma catarse dessa, né? Desde então os turistas começaram a vir, e não pararam mais.
Infelizmente.
Hoje, quase 50 anos depois, encontramos uma cidade com cultura e comportamento deturpados.
Dezenas de escolas dedicadas ao estudo e à prática do yoga abriram em Rishikesh. Muitas mais focadas no dinheiro dos estrangeiros que verdadeiramente no yoga. Nas ruas muitos e muitos homens vestidos de gurus pedem dinheiro a quem passa. A grande maioria, segundo nossos amigos indianos, não tem nada de guru; só quer impressionar na aparência, para ficar mais fácil conseguir um troco.
Nós ficamos hospedados em um ashram (centro de estudos yogi), praticamos yoga, meditamos, lemos e conversamos sobre o hinduísmo, fizemos amigos. E, apesar de ter sido uma ótima experiência, não saímos de lá nos sentindo iluminados; antes nos sentimos um cifrão aos olhos de boa parte das pessoas que encontramos.
Talvez esse seja a reação natural em um local que encara grande pobreza, e que de repente vê uma oportunidade de aumentar o faturamento. É lamentável, no entanto, pois prejudica a atmosfera do lugar.
Porém nem tudo em Rishikesh nos decepcionou. Há algo que ainda mantém a espiritualidade viva: o sagrado rio Ganges.
Rishikesh localiza-se nos pés da cordilheira do Himalaia, e ali, antes de encontrar a poluição, o Ganges corre limpo.
Os hinduístas visitam a cidade apenas para ver, tocar, banhar-se no rio. Tudo isso ali, entre eles e as águas sagradas, sem interesse nenhum em mostrar ou pedir qualquer coisa aos turistas. É fé pura e simples, e é lindo. Todos os dias podem-se ver cerimônias e oferendas feitas ao Ganges, e sentir a importância que esse rio, chamado de “Mãe” pelos indianos, tem para o povo. É emocionante, e faz valer muito a visita a Rishikesh.

Agora, outra coisa emocionante que o Ganges nos proporcionou foi o rafting! O curso do rio permite um passeio (relativamente) tranquilo, e com uma vista sensacional! Caímos na água gelada, mas nada melhor: fomos abençoados pelo rio sagrado.

Em algumas fotos o resumo de nossa experiência em Rishikesh.

 

Ás margens do Ganges

Ás margens do Ganges.

Ohmmmmmmm

Ohmmmmmmm!

Vacusha!

Vacusha, que pela marca exibida na testa, também deve ter ido rezar!

Representações de deuses hindus

Representações de deuses hindus.

Ganga Aarti, celebração religiosa realizada todos os dias à beira do Ganges, ao pôr-do-sol

Ganga Aarti, celebração religiosa realizada todos os dias à beira do Ganges, ao pôr-do-sol.

Após o ritual os presentes são abençoados com o fogo sagrado

Após o ritual os presentes buscam purificação no fogo sagrado.

Sim, nós entramos no Ganges!

Sim, nós entramos no Ganges!

Foto bônus: rafting!

Foto bônus: rafting!

Próxima parada: McLeod Ganj, a terra em que residem o Dalai Lama e os exilados do Tibet.
Muitas fotos em breve!

Envie seu comentário!