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Os 12 fatos mais curiosos sobre a Ásia

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Após passarmos 149 dias na Ásia – entre Oriente Médio, Índia, Sudeste Asiático e China – pudemos (obviamente) perceber inúmeros costumes estranhos para nós, brasileiros. Vários são compartilhados pelos diversos países, outros são característicos de apenas um lugar. Vamos listar aqui os mais comuns, engraçados e/ou marcantes que encontramos.
Se, depois de ler tudo, você achar o continente asiático bem esquisito, é porque ele é bem esquisito mesmo. Mas esteja avisado: apesar disso a Ásia é sensacional, e mesmo maluquinha conquistou nossos corações! Apenas prepare-se para todas as esquisitices antes de ir pra lá e você vai curtir muito.


1. SIM, NÃO OU TALVEZ

Você está pedindo informação para um indiano, num diálogo meio em inglês, meio em hindi, meio em LIBRAS, e ele conclui a conversa com esse sinal:

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O que pensar?

“Sim, siga em frente”? “Não, é pro outro lado”? “Acho que é pra cá, mas talvez seja pra lá”?
Nos levou pouco pra perceber que muitos indianos usam esse sinal como parte do vocabulário (assim como nós fazemos o “sim” e o “não” com a cabeça), mas nos levou um pouco mais pra entender que significa… Ok! Simples assim.
Então não ache estranho se um indiano fizer assim com a cabeça enquanto vocês conversam. Ele não quer dizer “mais ou menos (como nós interpretamos erroneamente várias vezes, pela similaridade com nosso sinal), mas “sim, entendo” ou “é isso mesmo”.

Agora… Que molejo que eles têm, rapaz! Nós tentamos imitar, mas nossa ginga não chega nem perto da dos indianos.

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2. ARROZ. OU MACARRÃO. OU MACARRÃO DE ARROZ.

Desde a Índia já pudemos perceber essa tendência alimentar, mas é nos países do Sudeste Asiático e na China que ela realmente ganha força.
No almoço, na janta, no lanchinho e até no café-da-manhã sua principal opção será uma dessas: macarrão ou arroz. O que muda é o tipo de macarrão, o tipo de arroz, e o que vem misturado.
Ler pela primeira vez um cardápio na Tailândia é descobrir um mundo completamente novo na questão macarronística: macarrão de ovo, de arroz, macarrão-vidro, macarrão crocante, sopa de macarrão, macarrão frito, fino, médio, grosso… Provavelmente só a Itália compete com essa variedade.
Além disso, como aprendemos em nossa aula de culinária, os Tailandeses utilizam dezenas de tipos de arroz em seus pratos. Uma das sobremesas mais famosas (e gostosas) é o arroz com manga!
Mas frutas não são a mistura mais comum (apesar do arroz com abacaxi também ser uma delícia). Quase sempre você vai escolher entre frango, porco, frutos do mar ou tofu. Vegetais são compulsórios. Se você escolheu comer uma sopa sem arroz, provavelmente o dito vai vir em um prato separado. Não é por menos que uma das paisagens mais comuns na Ásia são as plantações de arroz!
O prato mais famoso da Tailândia (e um dos nossos favoritos) é o pad thai, que mistura macarrão (de arroz!), tofu, broto de feijão, camarão, amendoim, entre outros ingredientes. Na Malásia impera o char kway teow (que usa elementos semelhantes aos do pad thai), e na China sopa de macarrão.

 

O famoso char kway teow. Gostoso, mas perde pro nosso queridinho Pad Thai.

O famoso char kway teow. Gostoso, mas perde pro nosso queridinho pad thai.

É lógico que existem opções que não envolvem arroz ou macarrão. O frango satay (um tipo de espetinho marinado em limão e com molho de amendoim, nham!), por exemplo, é comum nos países orientais. Também existe comida ocidental disponível em diversos restaurantes. Mas a dupla carboidrática sempre estará presente nos menus, e você não vai conseguir fugir dela se quiser comer algo com mais “sustança”.


3. QUEM TEM FRESCURA COM CHÃO DO BANHEIRO MOLHADO?

Quando estávamos na Europa um dos nossos maiores desconfortos era na hora de tomar banho. Meu Deus, como o box deles é pequeno! Sério, era preciso um verdadeiro yoga pra conseguir lavar o pé. Mal sabíamos nós que passaríamos a enfrentar algo ainda pior: a total ausência do box.
É isso mesmo. Nos países orientais simplesmente não há box. Nem mesmo aquela cortininha de plástico que gruda nas costas se você fizer um movimento em falso. Nada. E a água? Oras, a água faz o que se espera dela: escorre por tudo. Se você se banha igual um pato (o Guto se inclui nesse grupo) o banheiro vai ficar todo molhado. E não se esqueça de esconder o papel higiênico (se mais tarde não quiser se limpar com papel machê).
 

E você achou que a ducha ficava longe da privada?

E você achou que pelo menos a ducha ficava longe da privada?

O papel higiênico não é preocupação pros asiáticos porque a maioria simplesmente não usa. Eles se limpam com as mãos, usando a água de um balde ou de uma miniducha, sempre presentes no toalete. Por isso também não tem problema o chão molhado – não é só durante o banho que eles encharcam tudo!
Poucas vezes tivemos rodos a nosso dispor para enxugar a bagunça. Em geral a tarefa da limpeza fica por conta do calor (que quase sempre é grande, e evapora a água depois de algum tempo). Portanto, se você tem frescura com água no chão do banheiro, com molhar os pés ou molhar as meias (a Tati se inclui nesse grupo) pense duas vezes antes de visitar a Ásia (ou pague mais que a gente e hospede-se em locais de padrão ocidental)!
 

4. NA ÍNDIA E NA CHINA A ATRAÇÃO TURÍSTICA É VOCÊ!

Entre as bilhões de pessoas que moram nos dois países mais populosos do mundo é lógico que você, de pele clara ou escura, olho verde ou castanho, cabelo loiro ou verde, vai chamar atenção por ser diferente.
De repente, passeando pelo Taj Mahal, boquiaberto com a beleza do lugar, você percebe que tem um monte de gente fotografando… VOCÊ! Dane-se essa sétima maravilha do mundo, bóra fotografar o ocidental que isso sim é coisa que não se vê todo dia!
Você vai se perguntar: “Uai, mas tem tanto turista nesses lugares… O povo ainda não se acostumou?”. Exatamente, meu caro. Vai um monte de turista pro Taj Mahal, prá Cidade Proibida e prá Muralha da China. A maioria vinda lá de perto. Tem só 2 bilhões de pessoas no interior da China e da Índia querendo conhecer as atrações dos seus próprios países, e esse povo todo nunca teve a oportunidade de ver um ocidental.
Em Pequim conhecemos um cara que nasceu no interior da China, e passou mais de 20 anos vendo só olhos puxados. Na Universidade, quando viu um aluno intercambista pela primeira vez, ele contou que “chorou de emoção”.
Por isso um monte de chineses e indianos vão ficar olhando que nem bobos pra você, querer encostar, pedir pra tirar foto ou tirar foto sem pedir mesmo. O jeito é se acostumar com os paparazzi e curtir a vida de estrela.
 

Quem você acha que passou por ali? Brad Pitt? Julia Roberts? Que nada, a comoção era só por esses dois ocidentais passeando de camelo!

Quem você acha que passou por ali? Brad Pitt? Julia Roberts?
Que nada, a comoção era só por esses dois ocidentais passeando de camelo!

5. VIXI MARIA, TÃO CHAMANDO A GALERA PRA GUERRA!

Início da manhã. Após quase dois dias viajando desde Estocolmo, chegamos em Goreme, interior da Turquia. Eu fui tomar banho, enquanto a Tati arrumava nossas coisas no quarto.
Eis que ouvi um som abafado, vindo de fora. A televisão, ou um carro com música alta, talvez. Nada importante, pensei. Então a Tati bateu na porta, com um leve, quase imperceptível tom de desespero na voz: “Guto, tem um barulho muito louco lá fora”. Ela, que na época relia a a saga de Harry Potter, ainda completou: “Parece o Voldemort chamando a galera pra guerra”!
Calma, Tati.
Essa não é a voz do maior bruxo mau de todos os tempos. Também não é um pedido para que entreguemos Harry Potter. Na verdade é algo bem mais simples, e comum nos países muçulmanos: a mesquita chamando os fiéis para a oração (apesar de que, pra quem não fala turco ou árabe e está ouvindo pela primeira vez, parece mesmo que o chamado é pra guerra).
O assustador, descobrimos depois, é que o alto-falante da mesquita ficava bem na janela do nosso quarto. E o som se repetia diversas vezes ao dia (más lembranças do chamado das 5 da manhã). Acabamos nos acostumando. O chamado à oração passou a ficar bonito, e foi até trilha sonora de alguns dos momentos mais legais da viagem. E, afinal de contas, a Tati sabia que não podia ser o Voldemort. Ele morre no fim do livro!
Portanto,  se você estiver na Turquia, Jordânia, Malásia ou outro país muçulmano, respire e mantenha a calma: é só o chamado à oração.

 

Depois do susto, ficou mais fácil admirar toda a beleza da situação.

Depois do susto, ficou mais fácil admirar toda a beleza da situação.

6. APRENDA A USAR O BANHEIRO DE CÓCORAS

Você entra no banheiro e não vê um vaso sanitário. Ou melhor, aquele buraco até parece um vaso, mas o assento está na altura do chão! Não adianta procurar por um botão que faça o vaso embutido levantar do chão como o cano do Super Mario. O treco é assim mesmo. E se usa de cócoras.
As meninas claramente são as maiores prejudicadas, pois independente do número da necessidade têm que se adaptar à situação. Os meninos, se não precisarem fazer o número dois, não têm tanto problema.
O famoso banheiro turco está disponível desde a própria Turquia até a China. Você vai encontrar o bom e velho banheiro ocidental nos hotéis e em outros locais preparados pro turismo. Mas, quando mais precisar, numa rodoviária ou num restaurante local, o turco estará lá, te esperando.
Por isso, dê um jeito de ir treinando em casa (e, se conseguir, passe sua técnica pra galera nos comentários). Se você vai pra Ásia, um dia terá que usar o banheiro de cócoras.
 

O pessoal está tão acostumado que ficam de cócoras até quando tem privada!!!  Esse sinal é muito comum onde o banheiro já evoluiu. Hehe.

Pois é… Eles também não sabem usar a nossa privada.

7. APRENDA A COMER COM PALITINHOS… OU DIRETO COM AS MÃOS!

Da Índia em diante essas são as duas técnicas que as pessoas usam pra comer. Pode ser que alguns lugares tenham garfos (que quase sempre vêm acompanhados de colheres, não de facas), pode ser que alguns lugares só tenham palitinhos, e pode ser que alguns lugares não tenham nem um nem outro!
E eu não tô falando de lugares que servem sanduíche, frango frito ou outra dessas coisas sólidas. Eu tô falando (como você já devia imaginar) de macarrão e arroz!
Ééééé, se você já tava com nojinho do chão do banheiro molhado, o que dirá da mão de um tio indiano toda lambuzada de arroz e curry, especialmente sabendo que antes de comer ele usou o banheiro turco E não se limpou com papel higiênico.
Na Ásia não só aprenda a usar palitinhos; TORÇA pra ter palitinhos. Ou coma seu puri baji com as mãos e seja feliz.
 

Esses palitos gigantes e escorregadios são os mais difíceis de usar.  Mas tudo bem... se tem palitinhos, fique feliz!!!

Esses palitos gigantes e escorregadios são os mais difíceis de usar.
Mas tudo bem… Se tem palitinhos, fique feliz!!!

8. SACOLINHA DENTRO DE SACOLA DENTRO DE SACOLÃO

Responsabilidade ambiental
e consumo sustentável, conceitos que não são tão comuns na Tailândia, Malásia e Camboja. Por alguma razão esquisita, os alimentos por lá são embalados dentro de tantos pacotes quanto possível.
Tomemos como exemplo a bala de côco que ganhamos num restaurante cambojano. Abre o pacotão e pega uma das balas. Abre o pacotinho e tira de dentro a fôrma de plástico duro que protege a bala. Tira da fôrma e qual não é sua surpresa quando percebe que… Tem mais um plástico fino enrolado na bala! E esse é quase impossível de tirar. A solução dada pelo cara do restaurante: come com o plástico, não dá nada. E não deu nada mesmo. Mas dá-lhe plástico no lixo!
Na Tailândia você compra UM espetinho na rua, e esse espetinho é colocado num plástico, que é colocado numa sacola. Às vezes dentro da sacola tem mais um pacotinho, com cebola e repolho. Aí você pega a sacola e, na mesma hora, tira o espetinho, come, e joga toda aquela plasticarada fora.
A gente dispensava as sacolas, mas nem todo mundo faz o mesmo. E o lixo vai pra onde? A gente não sabia, até conhecermos algumas praias sujas tailandesas… Eita costume chato esse das sacolinhas e sacolões!


9. SAI DA FRENTE, QUE ATRÁS VEM GENTE!


Esqueça o conceito que você tem de fila indiana.
Quem inventou esse termo certamente nunca foi para a Índia. Pense em pessoas aparecendo por todos os lados, cada uma lutando para ser atendida primeiro, e você terá uma ideia aproximada do que é a verdadeira fila indiana. Comprar um bilhete de metrô em Nova Délhi é uma experiência de vida.
O trânsito não é diferente. Motos, carros, caminhões, ônibus e tuk-tuks, na mão, na contramão, na secundária ou na preferencial, todos achando que a vez é deles. O resultado? Uma desordem que incrivelmente funciona, à custa de intermináveis buzinas e acidentes milimetricamente evitados. Andar pelas ruas da Índia (literalmente, pois não existem calçadas e as pessoas dividem o espaço de trânsito com os veículos e com as vacas) certamente foi a experiência mais estressante da nossa viagem.
O trânsito, aliás, é um ponto negativo em todos os países asiáticos que conhecemos. A Índia é a pior, mas a China não está muito longe. Motoristas agressivos e descuidados. Buzina, buzina, buzina. Os santos, ou melhor, os deuses dos pedestres de lá são fortes, porque sobreviver naquela loucura não é fácil!
A má-educação na China, por sinal, não é só dos motoristas. Andar na calçada também é difícil. No primeiro esbarrão que leva, desavisado, você quase sai catando cavaco. No fim do dia, acostumado, você até firma a ombrada. E o motivo dos empurrões não é falta de espaço. Parece que os chineses miram em você, em vez de passar pelo grande vazio logo ao lado (sério, aconteceu várias vezes). É tanta gente apinhada por lá que eles simplesmente não têm noção de espaço pessoal.
 

Guto preocupado com o que iria acontecer quando liberassem a "fila" para entrar no trem. E ele tinha motivo: fomos quase pisoteados pela multidão chinesa!

Guto preocupado com o que iria acontecer quando liberassem a “fila” para entrar no trem.
E ele tinha motivo: fomos quase pisoteados pela multidão chinesa!

É, minha gente… Quando se é um entre dois bilhões é preciso lutar sujo por seu lugar ao sol. Na Índia, na China e, para falar a verdade, em toda a Ásia, é melhor sair da frente, que atrás vem gente.
 
10. QUEIJO? ESQUEÇA!

Atenção você que, assim como a Tati, é queijólatra: queijo na Ásia é pouco e, quando tem, é caro! Isso foi excelente para controlar a intolerância à lactose da Tati, mas péssimo para controlar nossos apetites desejosos. Inclusive ainda estamos na busca por um pão de queijo bem recheado!
Tudo isso ainda foi agravado por uma pré-temporada na Europa, onde fazíamos uni-duni-tê para escolher qual queijo delicioso e barato iríamos experimentar cada dia.
Além do motivo óbvio para que leite e queijo fossem pouco encontrados na Índia e em Bali (a vaca é sagrado no hinduísmo, lembra?), a oferta de laticínios na Ásia é baixa porque simplesmente não faz parte da dieta do povo de lá. Se você fosse fazendeiro na China preferiria produzir arroz pra um bilhão de bocas famintas ou queijo pra meia dúzia de gatos pingados? Pois é.
Na Malásia chegamos ao cúmulo de pagar R$15 por 100g de queijo (o mais barato que encontramos). Pra quem está acostumado a comer roquefort pode até parecer barato, mas pra um mochileiro esse valor equivale a três refeições!! Junto com o queijo compramos uma baguete francesa, presunto, alface e tomate. Foi o jantar mais caro que tivemos na Ásia, mas, depois de meses com restrições queijais, como valeu a pena!

 

Fique alguns meses sem pão francês, queijo e salada fresquinha e entenda nossa emoção ao degustar esse sanduba!

Fique alguns meses sem pão francês, queijo, presunto e salada fresquinha e entenda nossa emoção ao degustar esse sanduba!

11. SAPATOS NÃO ENTRAM

Se você tem chulé, ou se só mostra os pés em público se estiver com as unhas perfeitamente feitas, resolva esses problemas antes de embarcar para a Ásia. Em inúmeros locais, especialmente os sagrados, é terminantemente proibido entrar de sapatos.
A questão é, na maioria das vezes, religiosa. Em praticamente todos os templos muçulmanos, hinduístas e budistas só se pode entrar descalço. Mas higienicamente falando também faz sentido, não é? Você passa o dia inteiro caminhando na rua suja e depois quer pisar no mesmo lugar em que as pessoas se ajoelham para orar? Deixa de ser porquinho! Até na Suécia, país de povo ateu e limpinho, não se entra em casa sem antes tirar os calçados. Nas ilhas da Tailândia a cultura de deixar o sapato sujo pra fora é tão forte que entrávamos descalços até no mercado.
 

Sapatos e sujeira pro lado de fora, pés e auras purinhas pra dentro.

Sapatos e sujeira pro lado de fora, pés e auras purinhas pra dentro.

O tira-e-põe de sapatos era tão frequente que em algumas cidades passamos a só calçar chinelos, pra facilitar a coisa. Infelizmente ainda não havíamos adotado essa estratégia em Istambul quando o Guto, também conhecido por aí como “rei da bola fora”, acidentalmente pisou de tênis dentro da Mesquita Azul. Nada de mau aconteceu mas, sabendo da seriedade com que os muçulmanos levam a questão, estamos pedindo desculpas pra Alá até agora.


12. NA ÁSIA O IGUAL É VOCÊ!

Você que acha que todo oriental é japonês, e que todo japonês é igual, surpreenda-se: eles pensam exatamente o mesmo de você.
Faz sentido: eles cresceram cercados de bilhões de orientais, por isso sabem diferenciar cada milímetro de olho mais aberto ou mais fechado. Por outro lado, tiveram muito menos contato com ocidentais. Para eles nós somos um monte de gente branca parecida.

 

Orientais, ocidentais e minions: todos iguais aos olhos alheios.

Orientais, ocidentais e minions: todos iguais aos olhos alheios.

Em Bangkok a atendente do hotel não entendia porque o Guto estava pedindo informações do quarto se tinha acabado de dar check-out. Na verdade um francês é que havia recém dado a saída no hotel, mas ela jurava que os dois eram a mesma pessoa. Desnecessário dizer que eram bem diferentes. Na Tailândia precisamos até usar crachás para sermos diferenciados da horda de turistas, todos iguaizinhos (segundo os tailandeses).
É maluco como numa viagem nossos conceitos podem de repente virar de cabeça para baixo. Esse é um exemplo simples, mas contundente, de como tudo é questão de ponto de vista.

 


 

Pois é, meus amigos: com tanta coisa maluca a Ásia pode parecer um destino intragável. Mas sabe o quê? São exatamente as excentricidades que fazem desse continente um lugar sensacional! Nós mal saímos de lá e já estamos com saudades, planejando a próxima viagem. E fica a dica: você deveria fazer igual. Coloque a Ásia no seu plano de vida. Conheça essas e outras milhares de esquisitices de perto, abra a cabeça, e volte com ótimas memórias, como a gente! 😀
 

6 Comentários / Comments

  1. Carol Weiss

    Genteeee, morri de rir com esse post! Hahahaha algumas das situações a Tati já tinha comentado por email, mas ler as histórias assim foi melhor ainda! Tô morrendo de vontade de ir pra Ásia! Hahaha. E parabéns porque, além de tudo, o artigo está muito bem escrito! 🙂
    Beijos e saudade imensa de vocês!

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    • FotoMochileiros

      Pode pôr a Ásia nas suas próximas férias, Carol. A gente não vai deixar você ir pra outro lugar. 😉
      Obrigado pelo comentário lindo. Espera que a gente já tá chegando!
      Beijos!

      Responder
  2. Flávia

    Adoro os posts de vocês, e os invejam por poder fazer viagens tão longas e diferentes. Pelos tópicos 4, 5, 9 e 11, tenho quase certeza que já estiveram no Egito (afinal, é mais um país muçulmano né), pois me lembrou muito de quando uma vez estive por lá. Boa viagem para vocês…

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    • FotoMochileiros

      Obrigado pelo comentário, Flávia! 😀
      Sabe que ainda não fomos pro Egito? Queríamos muito ir pra lá, mas não conseguimos colocar no roteiro…
      Mas é legal demais saber que a descrição encaixa. Como o mundo lá fora é diferente, né? 🙂

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