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McLeod Ganj, Índia

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“Índia? Tem certeza?”

Este foi nosso sentimento ao chegarmos em McLeod Ganj. Esta cidade, situada ao norte do país e aos pés do Himalaia, é uma pequena vila que se tornou sede oficial do governo tibetano desde seu exílio da China em 1960. Isso significa que a cidade é a novo “lar, doce lar” de milhares de refugiados, incluindo do próprio Dalai Lama. Essa charmosa vila foi até mesmo apelidada de “Little Lhasa”, por ser uma pequena versão da capital do Tibet. Bom, nós ainda não tivemos a oportunidade de conhecer a Lhasa verdadeira, mas já conseguimos perceber que McLeod tem muito mais de Tibet do que de Índia.

Por aqui, as pessoas tem os olhinhos mais puxados, os templos são dedicados ao Budismo, há muito mais mulheres na rua (passeando e trabalhando), a comida é suave, há monges por todos os lados e vistas incríveis das montanhas. Também é possível ver as conhecidas bandeirinhas de oração coloridas em quase todas as casas, carros e tuk-tuks, o que ajuda a completar o charme da cidade. Admitimos que depois de uma intoxicação alimentar pesada em Rishikesh e mais de doze horas em um ônibus congelante saltitando por uma estrada infinitamente esburacada, chegar aqui foi incrível. Passamos nossos últimos dias no país matando as saudades de boas refeições, admirando o lindo visual das montanhas e absorvendo um pouco da cultura tibetana. O que mais poderíamos querer?

 

Monges modernos, hehe.

Monges modernos, hehe.

As bandeiras coloridas, que representam um pedido de benção e proteção. Em cada bandeirola estão impressos uma oração e uma imagem.

As bandeiras coloridas, que representam um pedido de benção e proteção. Em cada bandeirola estão impressos uma oração e uma imagem.

Monumentos, murais e cartazes dedicados ao movimento "Free Tibet" estão por toda a cidade.

Monumentos, murais e cartazes dedicados ao movimento “Free Tibet” estão por toda a cidade.

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Os monges também sabem que é só caminhar um pouquinho para encontrar vistas ainda mais belas do vilarejo, que fica a 2.000m acima do nível do mar.

Os monges também sabem que é só caminhar um pouquinho para encontrar vistas ainda mais belas do vilarejo, que fica a 2.000m acima do nível do mar.

E há muitos macacos pelo caminho.

E há muitos macacos pelo caminho.

Em cada uma dessas rodas há uma oração. A cultura budista tibetana acredita que girá-las é como recitar oralmente a reza, trazendo bênçãos e bom karma. O movimento é sempre feito no sentido horário.

Em cada uma dessas rodas há uma oração. A cultura budista tibetana acredita que girá-las é como recitar oralmente a reza, trazendo bênçãos e bom karma. O movimento é sempre feito no sentido horário.

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Vista dos nossos cafés-da-manhã. Dá pra entender porque sempre nos enrolávamos nessa refeição, né?

Vista dos nossos cafés-da-manhã. Dá pra entender porque sempre nos enrolávamos nessa refeição, né?

É Tibet, mas é Índia.

É Tibet, mas é Índia.

:)

:)

E assim encerramos nossa confusa, porém enriquecedora estadia na Índia.
Próxima parada, um destino lindo que entrou nos nossos planos aos 45 do segundo tempo: Bali, Indonésia!

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