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Ilha Norte, Nova Zelândia

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Por mais incrível que possa parecer, chegar à Oceania e entrar em contato novamente com a cultura ocidental foi um grande choque. Após mais de cinco meses de dificuldades de comunicação, que foram aumentando gradualmente até alcançar ápices de total incompreensão (tia do hotel no vilarejo de Tongli na China, estou falando de você!) estranhamos chegar em um local onde poderíamos nos comunicar, pedir informações, ler placas, conhecer os ingredientes dos pratos e inúmeras outras pequenas coisas que eram desafios diários na Ásia. Mas esse “choque cultural ao contrário” passou bem rápido, ainda mais quando percebemos como nossa vida de viajantes ficou mais fácil! Aí foi só começar a curtir tudo que a Nova Zelândia tinha para nos oferecer. E eram muitas coisas!

 

Hambúrgueres? Isso a gente conhece, oba!

Hambúrgueres? Isso a gente conhece, oba!

O país tem algumas características marcantes que explicam muito do que se vê por lá. A primeira coisa é que a colonização européia na Nova Zelândia é muito recente: os britânicos começaram a se instalar há menos de 200 anos. Isso faz com que as cidades ainda sejam pequenas e afastadas uma das outras, dando um ar de “interiorzão” ao país. Até a famosa Auckland é chamada de “pequena cidade grande” e possui apenas 1 milhão de habitantes (apesar de baixo para uma metrópole, este número representa 1/4 de toda a população nacional).

 

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Essa colonização recente também explica o fato da cultura do povo local (local mesmo, aqueles que estavam lá antes dos europeus chegarem dominando geral) ainda estar bastante presente. Os Maoris tem uma cultura riquíssima e, apesar de bem adaptados aos padrões europeus, ainda mantém parte de suas tradições e de seu estilo de vida por lá. Você provavelmente já viu na TV (ou no Youtube) a dança Haka que os jogadores do time de rugby All Blacks fazem antes dos seus jogos (se não viu, clica AQUI, é muito legal!). A Haka é uma tradição das tribos Maori para intimidar os inimigos antes da guerra. Nós vimos uma apresentação pessoalmente e conferimos que é bem intimidante mesmo (a Tati teria saído correndo na primeira cara feia!). É muito bacana ver como a cultura Maori ainda se faz presente no país. Apesar de existir um certo preconceito por alguns descendentes britânicos, em geral a tradição Maori é respeitada e valorizada como patrimônio cultural neozelandês.

 

Ateliê Maori, onde é passada para frente a tradição de talhar grandes esculturas de madeira. Os alunos devem ser homens, jovens e de descendência Maori.

Ateliê Maori, onde é ensinada a tradicional arte de talhar grandes esculturas de madeira. Os alunos devem ser homens, jovens e de descendência Maori.

Uma das nossas esculturas preferidas.

Uma das nossas esculturas preferidas.

Esta folha pertence a uma "Cyathea dealbata", árvore muito presente na Nova Zelândia. A parte de trás da sua folha é prateada e reflete a luz do luar, iluminando o caminho dos caçadores e guerreiros Maoris no passado.  Hoje ela é considerada um símbolo do espírito Neozelandês.

Esta folha pertence a uma “Cyathea dealbata”, árvore muito presente na Nova Zelândia. A parte de trás da sua folha é prateada e reflete a luz do luar, iluminando o caminho dos caçadores e guerreiros Maoris no passado. Hoje ela é considerada um símbolo do espírito Neozelandês.

E a última e talvez mais relevante característica é que a Nova Zelândia é um país que ainda possui muita atividade geológica, por ser um dos territórios mais recentes na história do planeta Terra. Isso faz com que seja muito fácil encontrar inúmeros fenômenos naturais por todo o país. O maior gêiser do hemisfério sul, cachoeiras termais, grandes poças de lama fervendo, vulcões ativos, cavernas que abrigam animais bioluminescentes… É possível encontrar tudo isso por lá. Seja qual for a cidade escolhida, haverá inúmeras opções de passeios e atividades para você se surpreender (só prepare o bolso, pois um outro detalhe sobre a Nova Zelândia é que tudo lá é muito caro!).

 

O cheiro de enxofre é fortíssimo, mas vale a pena parar e admirar as poças ferventes de lama.

O cheiro de enxofre é fortíssimo, mas vale a pena parar e admirar as poças ferventes de lama.

O segredo é tapar o nariz e admirar a beleza do lugar! Hehe.

O segredo é tapar o nariz e admirar a beleza do lugar! Hehe.

Este é o rio Waitamo. Lindo né? Nós achamos tão convidativo para um dia ensolarado que não resistimos e mergulhamos!

Este é o rio Waikato. Lindo, né? Nós achamos tão convidativo para um dia ensolarado que não resistimos e mergulhamos!

E aquele rio super calminho alguns metros para frente vira a Huka Falls, um dos maiores pontos turísticos da Ilha Norte!

Apenas alguns metros pra frente, aquele rio super calminho vira a Huka Falls, um dos maiores pontos turísticos da Ilha Norte!

E na volta da trilha, que tal um banho quentinho nas termas naturais da região?

E na volta da trilha, que tal um banho quentinho nas termas naturais da região?

Este é o maior gêiser do sul do mundo (sério!). Sensacional!

Este é o maior gêiser do sul do mundo (sério!). Sensacional!

Outro passeio incrível é pelas cavernas Waitomo. Muita história, muitos fenômenos naturais, muita beleza de cair o queixo.

Outro passeio incrível é pelas cavernas Waitomo. Muita história, muitos fenômenos naturais, muita beleza de cair o queixo.

Também é só passear um pouquinho para ver paisagens incríveis e bastante diversificadas. A península de Coromandel, onde passamos alguns dias, tem praias lindas e algumas trilhas que permitem vistas de toda a região.

 

Começo da nossa road trip em sentido às praias. As estradas eram realmente sinuosas, mas as vistas eram lindas.

Começo da nossa road trip a caminho das praias. As estradas eram realmente sinuosas, mas as vistas fazem valer a pena.

Não é linda?

Essa é a Cathedral Cove, praia que possui uma entrada super inusitada: uma gruta! Não é linda?

Nas praias também é possível ver sinais das características geológicas da região. Na Hot Water Beach, durante a maré baixa, é só cavar um pouquinho para encontrar água quente. O pessoal encontra e faz praticamente uma jacuzzi privada. Legal, né?

Nas praias também é possível ver sinais das características geológicas da região. Na Hot Water Beach, durante a maré baixa, é só cavar um pouquinho para encontrar água quente. O pessoal encontra e faz praticamente uma jacuzzi privada. Legal, né?

As praias são bonitas E divertidas, hehe.

As praias são bonitas E divertidas, hehe.

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Já o interior da ilha é recheado de montanhas, fazendas e campos que, somados, fazem você se sentir no Condado, região onde moram os Hobbits do filme O Senhor dos Anéis. É possível até mesmo visitar a própria Hobbitown, fazenda que serviu de locação para o filme, mas garantimos que não é apenas lá que você vai se sentir na Terra Média! 😉

 

Conhecendo as tocas Hobbits.

Conhecendo as tocas Hobbits.

E todo o Condado!

E todo o Condado!

Achamos que os Hobbits moram mesmo por ali, hein? Penduraram até as roupas! ;)

Achamos que os Hobbits moram mesmo por ali, hein? Penduraram até as roupas! ;)

Casa do Bilbo. Realmente a melhor da região! Haha!

Casa do Bilbo. Realmente a melhor da região! Haha!

A Nova Zelândia veio como um respiro para a nossa viagem, trazendo o conforto da cultura ocidental somado a vistas surpreendentes e uma cultura local riquíssima. Infelizmente não tivemos tempo de visitar a Ilha Sul, onde sabemos que as paisagens são ainda mais diversificadas. Mas vamos usar isso de desculpa para logo, logo voltar a explorar a terra do nosso amigo Bilbo Bolseiro!

 

Um brinde à Nova Zelândia, diretamente do pub preferido dos nossos amigos Frodo, Sam, Merry e Pippin!

Um brinde à Nova Zelândia, diretamente do pub preferido dos nossos amigos Frodo, Sam, Merry e Pippin!

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